Emendas do Deputado Dermilson Chagas apoiam pesquisas da FCA/UFAM sobre o Comércio de Pescado e Segurança Alimentar
O deputado Dermilson Chagas destinou um total de R$ 400 mil em emendas parlamentares para a realização das pesquisas que estão sendo realizadas pelo grupo Estudos Econômicos da Pesca e Aquicultura do Estado do Amazonas, da Faculdade de Ciências Agrárias da UFAM, e a sua continuidade já foi garantida com a liberação de nova emenda.
No ano de 2021, o projeto “Comercialização e o consumo de pescado no município de Manaus – Conhecer as demandas para desenvolver o setor” recebeu R$ 150 mil de emenda impositiva do deputado Dermilson Chagas. O projeto iniciou em dezembro do ano passado e está previsto para ser anual. Após a conclusão da primeira etapa, o estudo terá continuidade com o projeto “Fatores que afetam a comercialização e o consumo de pescado no município de Manaus, AM – Bases para a garantia da segurança alimentar”, que recebeu R$ 250 mil.
A Profa. Dra. Maria Angélica de Almeida Corrêa, coordenadora do projeto, explica que o estudo é motivado pela necessidade de acompanhamento dos fatores que incentivam a pesca e o consumo de pescado, por se tratar do principal produto do extrativismo da região, que sustenta, econômica e socialmente, milhares de pessoas. Recentemente o setor foi abalado com os impactos da doença de Haff, mais conhecida como “doença da urina preta”, que acometeu importantes espécies de pescado do estado. Esse evento trouxe prejuízos econômicos e sociais aos agentes envolvidos com a pesca e aquicultura, e insegurança alimentar aos consumidores.
De acordo com a coordenadora, os recursos são necessários para custear as atividades de coleta de dados, pagamento de bolsistas que compõem a equipe do projeto, e criação de um banco de dados econômico sobre o setor. Ela explicou que os projetos estão sendo desenvolvidos no âmbito do edital do Programa de Apoio a Projetos Financiados por Emendas Impositivas (Proemend), por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas (Fapeam).
A professora também destaca que os estudos ajudarão a formular futuras políticas públicas para o setor pesqueiro. “É necessário que a gente acompanhe anualmente e termos uma série temporal de dados para que a gente possa saber o comportamento do setor pesqueiro: época de safra, entressafra, qual a espécie mais pescada, o preço que as espécies são comercializadas e quais as mudanças de comportamento do consumidor, porque isso afeta muito as vendas e o comércio de pescado em si”, comentou Angélica Corrêa.
Por: Coordenação de Comunicação: Guilherme Gil e Kelriane Costa.
Por: Redação zero hora AM
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